domingo, 26 de agosto de 2007

TESTE DE ISHIHARA


Figura do teste de Ishihara, método utilizado para diagnosticar o daltonismo. O número 8 somente é vísivel para as pessoas de visão normal
Daltonismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


John Dalton, primeiro cientista a pesquisar o distúrbio ocular.O daltonismo (também chamado de discromatopsia ou discromopsia) é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho. Esta perturbação tem normalmente origem genética, mas pode também resultar de lesão nos orgãos responsáveis pela visão, ou de lesão de origem neurológica.

O distúrbio, que era desconhecido até ao século XVIII, recebeu esse nome em homenagem ao químico John Dalton, que foi o primeiro cientista a estudar a anomalia de que ele mesmo era portador. Uma vez que esse problema está geneticamente ligado ao cromossoma X, ocorre mais frequentemente entre os homens (no caso das mulheres, será necessário que os dois cromossomas X contenham o gene anômalo).

Os portadores do gene anômalo apresentam dificuldade na percepção de determinadas cores primárias, como o verde e o vermelho, o que se repercute na percepção das restantes cores do espectro. Esta perturbação é causada por ausência ou menor número de alguns tipos de cones ou por uma perda de função parcial ou total destes, normalmente associada à diminuição de pigmento nos fotoreceptores que deixam de ser capazes de processar diferencialmente a informação luminosa de cor.


Cores primárias no sistema RGB
As três cores primárias são captadas pelos cones e combinam-se formando uma imagem coloridaA retina humana possui três tipos de células sensíveis à cor, chamadas cones. Cada um deles é sensível a uma determinada faixa de frequências do espectro luminoso (mais precisamente ao picos de frequência situados a 419 nm (azul-violeta), 531nm (verde) e 559nm (verde-amarelo).

A classificação dos cones em "vermelho", "verde" e "azul" (as três cores primárias - RGB) é uma simplificação usada por comodidade para tipificar as três frequências alvo, embora não corresponda à sensibilidade real dos fotoreceptores dos cones. Todos os tons existentes derivam da combinação dessas três cores primárias.

As tonalidades visíveis dependem do modo como cada tipo de cone é estimulado. A luz azul, por exemplo, é captada pelos cones de "baixa frequência". No caso dos daltônicos, algumas dessas células não estão presentes em número suficiente ou registam uma anomalia no pigmento característico dos fotoreceptores no interior dos cones.


Tipos de daltonismo
Podemos considerar que existem três grupos de discromatopsias: Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias Anómalas.

A Dicromacia, que resulta da ausência de um tipo específico de cones, pode apresentar-se sob a forma de:

- Protanopia (em que há ausência na retina de cones "vermelhos" ou de "comprimento de onda longo", resultando na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro). O seu ponto neutro encontra-se nos 492nm. Há igualmente menor sensibilidade à luz na parte do espectro acima do laranja.

- Deuteranopia (em que há ausência de cones "verdes" ou de comprimento de onda intermédio, resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro).Trata-se uma das formas de daltonismo mais raras(cerca de 1% da população masculina), e corresponde àquela que afectou John Dalton (o diagnóstico foi confirmado em 1995, através do exame do DNA do seu globo ocular). O seu ponto neutro encontra-se nos 492nm.

- Tritanopia (em que há ausência de cones "azuis" ou de comprimento de onda curta, resultando na impossibilidade de ver cores na faixa azul-amarelo).


A Tricromacia anómala resulta de uma mutação no pigmento dos fotoreceptores dos cones retinianos , e manifesta-se em três anomalias distintas:

- Protanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências mais longas ("cones vermelhos"). Resulta numa menor sensibilidade ao vermelho e num escurecimento das cores perto das freqüências mais longas (que pode levar à confusão entre vermelho e preto). Atinge cerca de 1% da população masculina.

- Deuteranomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências intermédias ("cones verdes")). Resulta numa maior dificuldade em discriminar o verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo.

- Tritanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às freqüências curtas ("cones azuis"). Forma mais rara, que impossibilita a discriminação de cores na faixa do azul-amarelo. O gene afectado situa-se no cromossoma 7 ao contário das outras tricromacias anómalas, em que a mutação genética atinge o cromossoma X.


Um tipo raro de daltonismo é aquele em que há uma "cegueira" completa para as cores: o mundo é visto a preto e branco e em tons de cinza. Nesse caso, estamos perante aquilo a que se dá o nome de visão acromática.


Genética
A mutação genética que provoca o daltonismo sobreviveu pela vantagem dada aos daltônicos ao longo da história evolutiva. Essa vantagem advém, sobretudo, do fato de os portadores desses genes possuirem uma melhor capacidade de visão noturna, bem como maior capacidade de reconhecerem elementos semi-ocultos, como animais ou pessoas disfarçadas pela sua camuflagem.

Como o daltonismo é provocado por genes recessivos localizados no cromossomo X (sem alelos no Y), o problema ocorre muito mais freqüentemente nos homens que nas mulheres. Estima-se que 8% da população seja portadora do distúrbio, embora apenas 1 % das mulheres sejam atingidas.

Genótipo Fenótipo Detalhes
XD | XD Mulher com visão normal Homozigota não portadora do gene anômalo (DD, normal)
XD | Xd Mulher com visão normal Heterozigota portadora do gene anômalo (Dd, normal)
Xd | Xd Mulher daltônica Homozigota recessiva (dd, daltônica)
XD | Y Homem com visão normal Hemizigoto dominante (D, normal)
Xd | Y Homem daltônico Hemizigoto recessivo (d, daltônico)

No caso de um indivíduo do sexo masculino, como não aparece o alelo D, bastará um simples gene recessivo para que ele seja daltônico, o que não acontece com o sexo feminino pois, para ser daltônica, uma mulher precisa ter os dois genes recessivos dd.

Se a mãe não for daltônica nem portadora (DD) e o pai possuir visão normal (D), nenhum dos descendentes será daltônico nem portador.
Se a mãe possuir visão normal (DD) e o pai for daltônico (d), nenhum dos descendentes será daltônico, porém as filhas serão portadoras do gene (Dd).
Se a mãe for portadora do gene (Dd) e o pai possuir visão normal (D), há a probabilidade de 50% dos filhos serem daltônicos e 50% das filhas serem portadoras do gene.
Se a mãe for portadora do gene (Dd) e o pai for daltônico (d), 50% dos filhos e das filhas serão daltônicos.
Se a mãe for daltônica (dd) e o pai possuir visão normal (D), todos os filhos serão daltônicos (d) e todas as filhas serão portadoras (Dd).
Se a mãe for daltônica (dd) e o pai também (d) 100% dos filhos e filhas também serão daltônicos.

Diagnóstico

Figura do teste de Ishihara, método utilizado para diagnosticar o daltonismo. O número 8 somente é vísivel para as pessoas de visão normalExistem três métodos para se diagnosticar a presença do daltonismo e determinar em que grau ele está afetando a percepção das cores de uma pessoa:

Anomaloscópio de Nagel - Consiste em um aparelho onde o indivíduo que vai ser examinado tem seu campo de visão dividido em duas partes. Uma delas é iluminada por uma luz monocromática amarela, enquanto a outra é iluminada por uma diversas luzes monocromáticas verdes e vermelhas. O examidado deve tentar igualar os dois campos, alterando a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde, e modificando a intensidade da luz amarela.
Lãs de Holmgreen - Consiste na avaliação da capacidade de separar determinados fios de lã em diversas cores.
Teste de cores de Ishihara - Consiste na exibição de uma série de cartões pontilhados em várias tonalidades diferentes. Esse é o método mais frequentemente utilizado para se diagnosticar a presença do daltonismo, sobretudo nas deficiências envolvendo a percepção das cores vermelho e verde. Uma figura (normalmente uma letra ou algarismo) é desenhada em um cartão contendo um grande número de pontos com tonalidades que variam ligeiramente entre si, de modo que possa ser perfeitamente identificada por uma pessoa com visão normal. Porém um daltônico terá dificuldades em visualizá-la.
Como o teste de Ishihara não pode ser utilizado por crianças ainda não alfabetizadas, desenvolveu-se um método secundário onde os cartões, em vez de números e letras, contêm desenhos de figuras geométricas, como quadrados, círculos e triângulos, que podem facilmente ser identificados por crianças em idade pré-escolar.


Tratamento
Atualmente não existe nenhum tipo de tratamento conhecido para esse distúrbio. Porém, um daltônico pode viver de modo perfeitamente normal, desde que tenha conhecimento das limitações de sua visão. O portador do problema pode, por exemplo, observar a posição das cores de um semáforo, de modo a saber qual a cor indicada pela lâmpada.

Como na idade escolar surgem as primeiras dificuldades com cores, sobretudo em desenhos e mapas, os pais e professores devem estar atentos ao problema, evitando constranger e traumatizar a criança. Pode ser frustrante para uma criança ter a certeza de que está vendo algo em determinada cor, enquanto todos os colegas e a professora afirmam que ela está errada.


Adaptações
Para um daltônico, navegar em websites coloridos da Internet pode ser uma experiência não muito agradável. Alguns textos podem estar ilegíveis, de acordo com o esquema de cores utilizado. Devido ao grande número de deficientes para cores e a existência de dificuldades para navegar pela Web, há uma tendência das empresas pensarem com mais seriedade na criação de páginas que sejam acessíveis a todos.

Algumas cidades já possuem semáforos adaptados para os portadores de daltonismo (quer condutores/quer peões), que apresentam uma faixa branca ao lado da luz amarela, possibilitando ao daltônico distinguir qual a cor do sinal aceso pela posição da luz (acima ou abaixo da faixa).

Lápis de cores podem ter o nome de cada cor gravada em seu corpo de modo a facilitar sua identificação.


Curiosidades

Os daltônicos são incapazes de discernir as sete cores de um arco-íris. O daltonismo pode representar uma vantagem evolutiva sobre as pessoas portadoras de visão normal, tal como descrito num artigo publicado pela BBC Online. [1]
Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Cambridge demonstrou que algumas formas de daltonismo podem, na verdade, proporcionar uma visão mais aprimorada de algumas cores.
Durante a 2ª Guerra Mundial se descobriu que os soldados daltônicos tinham mais facilidade para detectar camuflagens ocultas na mata.
Os daltônicos possuem uma visão noturna superior a de uma pessoa com visão normal.
Eles também são capazes de identificar mais matizes de violeta que as pessoas de visão normal.
A maioria dos daltônicos não sabe que possui esta anomalia.
A percepção das cores varia muito de uma pessoa com daltonismo para outra.
O pintor Vincent van Gogh sofria de daltonismo.
A incidência de daltonismo é maior entre os descendentes de europeus.
Os daltônicos vêem, em média, entre 500 a 800 cores.
Normalmente as cores prediletas de quem tem esta alteração genética são o azul ou roxo, por serem cores vivas.
Para os daltônicos o arco-íris não possui 7 cores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

HOMEOSTASE

--------------------------------------------------------------------------------

O corpo humano é composto de vários sistemas e órgãos, cada um consistindo de milhões de células. Estas células necessitam de condições relativamente estáveis para funcionar efetivamente e contribuir para a sobrevivência do corpo como um todo. A manutenção de condições estáveis para suas células é uma função essencial do corpo humano, a qual os fisiologistas chamam de homeostase.
A homeostase (homeo = igual; stasis = ficar parado) é uma condição na qual o meio interno do corpo permanece dentro de certos limites fisiológicos. O meio interno refere-se ao fluido entre as células, chamado de líquido intersticial (intercelular).
Um organismo é dito em homeostase quando seu meio interno contém:

a concentração apropriada de substâncias químicas,

mantém a temperatura

e a pressão adequadas.

Quando a homeostase é perturbada, pode resultar a doença. Se os fluidos corporais não forem trazidos de volta à homeostase, pode ocorrer a morte.



--------------------------------------------------------------------------------

Estresse e Homeostase



A homeostase pode ser perturbada pelo estresse, que é qualquer estímulo que cria um desequilíbrio no meio interno.

O estresse pode originar-se no meio externo na forma de estímulos tais como o calor, o frio ou falta de oxigênio.

Ou o estresse pode originar-se dentro do corpo na forma de estímulos como pressão sanguínea alta, tumores ou pensamentos desagradáveis.

A maioria dos estresses é leve e rotineira.

O estresse extremo pode ser causado por envenenamento, superexposição a temperaturas extremas e intervenções cirúrgicas.

Felizmente, o corpo apresenta muitos mecanismos de regulação (homeostática) que podem trazer o meio interno de volta ao equilíbrio. Cada estrutura corporal, do nível celular ao sistêmico, tenta manter o meio interno dentro dos limites fisiológicos normais.
Os mecanismos homeostáticos do corpo estão sob o controle dos sistemas nervoso e endócrino.

O sistema nervoso regula a homeostase pela detecção dos desequilíbrios do corpo, e pelo envio de mensagens (impulsos nervosos) aos órgãos apropriados para combater o estresse.

O sistema endócrino é um grupo de glândulas que secretam mensageiros químicos, chamados de hormônios, na corrente sanguínea.

Enquanto os impulsos nervosos coordenam a homeostase rapidamente, os hormônios atuam de forma mais lenta.

Paulo N. Rocha Jr

http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/generalidades/homeostase/homeostase4.html


--------------------------------------------------------------------------------

HOMEOSTASE ou HOMEOSTASIA s.f. Fisiologia. Tendência de os organismos vivos manterem constantes seus parâmetros biológicos ante modificações do meio exterior. (Var: homeóstase.) — O meio interno estável é regulado por processos corporais como:

a respiração,

a circulação

e o equilíbrio dos líquidos do corpo.

O sistema nervoso e os hormônios do sistema endócrino influenciam grandemente a homeostase.

Todos os seres vivos mantêm certo equilíbrio de condições internas.
Os cientistas acreditam que a homeostase indica o grau de evolução de uma espécie.

Quanto mais estáveis os sistemas internos de um organismo, mais independente ele se mostra do meio externo.

Por sua vez, quanto mais independente do meio externo, maior é seu grau de desenvolvimento.

http://win2nt239.digiweb.com.br/cgi-bin/delta.exe/dicionario/verbete?ID=88325


--------------------------------------------------------------------------------
Homeostase: O Poder de Curar


A habilidade do corpo em manter a homeostase dá-lhe um tremendo poder de cura e uma notável resistência ao abuso.
Mas, para a maioria das pessoas, boa saúde durante a vida não acontece por acaso. Dois fatores importantes para este equilíbrio denominado saúde são o meio ambiente e o próprio comportamento do indivíduo. Sua homeostase é afetada pelo ar que você respira, pela comida que você come e também pelos seus pensamentos.
A maneira que você vive pode ajudar ou interferir com a habilidade de seu corpo em manter a homeostase e recuperar-se dos inevitáveis estresses que a vida coloca em seu caminho. Consideremos o estresse imposto por um simples resfriado. Você está favorecendo seus processos naturais de cura quando você se cuida.
Bastante repouso e ingestão de líquidos permitem que o sistema imunológico realize seu trabalho. O resfriado faz seu curso e você logo estará de pé novamente.
Se, em vez de se cuidar, você continuar fumando dois maços de cigarro ao dia, não se alimentar adequadamente e passar diversas noites acordado estudando para um exame de anatomia e fisiologia, você interferirá com a habilidade do sistema imunológico em rejeitar microrganismos invasores e trazer o corpo de volta à homeostase e à boa saúde. Outras infecções tomarão vantagem de seu estado enfraquecido, e logo o resfriado terá se transformado em uma bronquite ou pneumonia.

Paulo N. Rocha Jr

http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/generalidades/homeostase/homeostase7.html


--------------------------------------------------------------------------------

Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.

[28a pág. 17] - André Luiz

(Ver: Psiquismo e Células )


--------------------------------------------------------------------------------

A mente de Deus cria sem cessar, e a mente humana, por sua vez, é co-criadora, preservando ou torpedeando as células da organização física, tanto quanto delicados equipamentos psíquicos. A saúde, desse modo, além de decorrer dos compromissos cármicos em pauta, resulta das ondas mentais elaboradas e mantidas. Sendo cada célula portadora de uma “consciência individual”, ela vibra ao ritmo da consciência do ser, que lhe oferece as energias que lhe dão vida ou que lhe produzem desarmonia.

JOANNA DE ÂNGELIS - Psicografado por Divaldo Pereira Franco

Trabalho de João Gonçalves Filho - (CÉLULA - 427)



--------------------------------------------------------------------------------

Nascemos com uma série de mecanismos que regulam nosso organismo para funcionar sempre em perfeito equilíbrio. A esse processo, o fisiologista norte-americano Walter Cannon chamou de homeostasia. O detalhe interessante é que esse mecanismo é automático, ele se auto-regula. Pois bem, por uma razão que só Deus pode explicar, mas que ouso dar minha opinião, não fomos criados com um mecanismo automático que garanta o equilíbrio de nossas mentes. Refiro-me ao equilíbrio entre os pensamentos positivos e negativos. Mas, Ele nos deu a ferramenta necessária para buscarmos esse equilíbrio. Ele nos deu a capacidade de escolhermos no que pensar.
Entenda que o pensamento é uma conexão ou conjunto de idéias. Se você preenche sua mente de idéias positivas, boas, é natural que você tenha uma maior propensão a pensar positivamente. Suas idéias, crenças, valores, são frutos de suas experiências pessoais. Basicamente, nós aprendemos com as pessoas e com os livros. Se você quiser se alimentar de boas idéias você terá que escolher o que "ler" (livros, TV, cinema, revistas) bem como com quem se relacionar. Saiba que você será fruto disso.

Paulo Angelim

http://www.fastjob.com.br/consultoria/artigos_visualizar_ok_todos.asp?cd_artigo=141


--------------------------------------------------------------------------------
De acordo com o fisiologista francês Claude Bernard o "meio interno" foi definido como sendo composto de:

sangue,

linfa

e líquido extra-celular (LEC).

Este último banha as células e se contrapõe ao líquido intra-celular. O sangue é o líquido contido dentro dos vasos sangüíneos (artérias e veias de vários calibres) e circula nos dois sentidos:

do coração para a periferia (arterial)

e da periferia para o coração (venoso).

A linfa é um líquido contido dentro de vasos especiais denominados linfáticos e só circula no sentido periferia para o coração. Assim, a linfa surge em vários pontos do corpo e se dirige ao coração onde se mistura ao sangue, passando a fazer parte deste. Em vários pontos do organismo a linfa surge da filtração capilar e banha as células ofertando-lhes os nutrientes necessários e, assim, podemos dizer que nenhuma célula recebe sangue, "diretamente", para sua sobrevivência e quem nutre as células é a linfa. Por outro lado, a linfa que penetra nos vasos linfáticos na periferia surge da filtração capilar e, por conseqüência, se forma a partir do LEC.

O líquido intersticial foi dividido ou denominado, no passado, por alguns autores:

ACHARD chamou o líquido intersticial de canalicular (dentro dos linfáticos) e propriamente dito (entre as células);

HEINDEHEIN o classificou como hemolinfa

e finalmente outros o batizaram de intersticial ou LEC.

Newton da Cruz Rocha

http://www.uff.br/fisiovet/AULAS/LINFA/linfa.htm


--------------------------------------------------------------------------------

As proteínas tendem a se acumular no líquido intersticial, aumentando a pressão coloidosmótica deste. Isso “puxa” líquido para o interstício, aumentando assim seu volume e pressão. Esse aumento de pressão leva a um aumento da intensidade do fluxo linfático. Os valores desses fatores, em situação normal, chegam a um estado de equilíbrio estável.

http://www.icb.ufmg.br/fib/gradua/2000/micro/linfatico.htm


--------------------------------------------------------------------------------
Para se cultivar células em plasma é necessário usar uma quantidade de líquido 2.000 vezes maior que seu próprio volume. Só assim essas células não serão intoxicadas em poucos dias por seus próprios resíduos metabólicos. Para cultivar in vitro todo o tecido do corpo humano, são necessários cerca de 200.000 litros de líquido nutritivo (Benninghoff/Goertler). Entretanto nosso organismo mantém suas células com apenas 5 a 6 litros de sangue e 16 a 18 litros de linfa.

http://www.arzt.com.br/artigo6.shtm

terça-feira, 14 de agosto de 2007

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO

MITOCÔNDRIA

OS LISOSSOMOS

O COMPLEXO DE GOLGI

CENTRÍOLOS

A MEMBRANA PLASMÁTICA

A CÉLULA VEGETAL

A CÉLULA ANIMAL

MEIOSE

Meiose
A meiose garante a existência de uma fase haplóide no ciclo de vida, que tem a fase diplóide restabelecida por meio da fecundação. Sem meiose, a reprodução sexuada não seria possível.
Existem diferenças quanto ao momento do ciclo de vida em que ocorre a meiose. O ciclo de vida começa a partir da fecundação, podendo ocorrer meiose:

• logo após a fecundação (meiose inicial ou zigótica);
• no meio do ciclo (meiose intermediária);
• no final do ciclo (meiose final).

A meiose inicial ou zigótica ocorre no ciclo de vida de algumas algas, protistas e fungos. Os indivíduos são haplóides e apenas os zigotos é diplóide.
A meiose intermediária ou espórica ocorre no ciclo de vida das algas multicelulares e das plantas. O produto da meiose são células que se diferenciam em esporos. Estes dão origem à fase haplóide do ciclo, que forma, por mitose, gametas ou outras estruturas relacionadas com a reprodução sexuada. Após a fecundação, reinicia-se com a fase diplóide.
Com isso, há alternância de gerações, também chamadas metagênese, em que uma fase diplóide formadora de esporos por meiose se alterna com uma fase haplóide, relacionada com a reprodução sexuada, formadora de gametas por mitose.
Na meiose o cromossomo produzido possui apenas a metade do número de cromossomos, ou seja, somente um cromossomo no lugar de um par de homólogos. O gameta é dotado de uma cópia do cromossomo materno ou paterno.
A meiose é um processo que envolve duas divisões celulares com somente uma duplicação de cromossomos.

Representação esquemática básica da meiose.

As fases das duas etapas da meiose são:

* Meiose I: prófase I, metáfase I, anáfase I, telófase I;

• Meiose II: prófase II, metáfase II, anáfase II, telófase II.

domingo, 12 de agosto de 2007

DIFERENÇAS ENTRE MEIOSE I E MEIOSE II

DIFERENÇAS ENTRE MEIOSE I E MEIOSE II

A MEIOSE I É REDUCIONAL, ISTO É REDUZ O NÚMERO DE CROMOSSOMOS À METADE, POIS OCORRE A SEPARAÇÃO DOS CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS, CADA CÉLULA RECEBE APENAS UM CROMOSSOMO DE CADA PAR. AS CÉLULAS QUE ERAM DIPLÓIDES, SÃO AGORA HAPLÓIDES.CADA CROMOSSOMO CONTINUA DUPLO; NÃO HOUVE DUPLICAÇÃO DO CENTRÔMERO, E AS CROMÁTIDES-IRMÃS CONTINUAM JUNTAS.
A MEIOSE II É EQUACIONAL, ISTO É SOMENTE DISTRIBUI OS CROMOSSOMOS PELAS CÉLULAS-FILHAS,AS CÉLULAS PERMANECEM HAPLÓIDES, PORQUE HOUVE SEPARAÇÃO DAS CROMÁTIDES, QUE SÃO DISTRIBUÍDAS PELAS CÉLULAS-FILHAS. NO QUE SE REFERE AO NÚMERO DE CROMOSSOMOS, A SEGUNDA DIVISÃO MEIÓTICA É MUITO SEMELHANTE A UMA MITOSE.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

FASES DA MITOSE

Terminada a interfase, inicia-se a etapa de divisão celular - a mitose - em que o núcleo das células sofre transformações que o dividem em dois núcleos geneticamente iguais entre si e iguais ao núcleo original. É um processo contínuo no qual se distinguem quatro estágios:

Prófase
Os cromossomas, constituídos por dois cromatídeos unidos por um centrômero, começam a condensar, tornando-se assim mais pequenos e espessos.
Migração dos pares de centríolos, sintetizados durante a interfase (intervalo G2), para os pólos da célula. Formação do fuso acromático, constituído por feixes de microtúbulos. Nas celulas vegetais os centríolos não aparecem.
Desfragmentação do invólucro nuclear e dos nucléolos. der(carioteca)
Simplificando:
Os cromossomos tornan-se menores e mais espessos.
Migração dos centríolos para os polos da célula.
Desfragmentação do invólucro nuclear e dos nucléolos.

Metáfase
Os cromossomas atingem o máximo de condensação e dispõem-se no plano equatorial da célula.
Ligação do fuso acromático aos cromossomas.
Simplificando:
É quando os cromossomos condensados (ou seja mais espessos) alinhan-se no centro da célula, crinado a Placa metafásica, ou placa equatorial de cromossomos.

Anáfase
Encurtamento do fuso acromático.
Clivagem dos centrómeros e migração de cada um dos cromatídeos do cromossoma para os pólos opostos da célula.
No final desta fase, cada pólo contém o mesmo número de cromossomas, porém cada cromossoma tem apenas um cromatídeo.
Simplificando:
É quando os cromatídeos (que constituem os cromossomos) migram para os polos da célula. No final de cada fase cada polo tem o mesmo número de cromossomos, mas apenas um cromatídeo.

Telófase
Reconstituição do invólucro nuclear à volta dos dois núcleos, nos dois pólos da célula.
Descondensação dos cromossomas.
Os nucléolos reaparecem nos novos núcleos celulares.
Dissolução do fuso acromático.

Após a telofase segue-se a citocinese, onde há a divisão das células. As células animais sofrem o estrangulamento do citoplasma. Nas células vegetais as vesículas do Complexo de Golgi movimentam-se para a placa equatorial, formando a parede celular, que vai ser preenchida por celulose. A parede celular desfragmenta-se formando, então, duas novas células.

Simplificando:
Aqui ocorre a reconstituição do invólucro nuclear à volta dos dois núcleos, nos dois pólos da célula. Os cromossomos se descondensam. Os nucléolos reaparecem nos novos núcleos.


Interfase

Esquema do ciclo celular: I=Interfase, M=Mitose. A duração da mitose em relação às outras fases encontra-se exagerada.


Nesta fase, por microscopia, não visualizamos modificações tanto no citoplasma quanto no núcleo. As células porém estão em franca actividade, sintetizando os componentes que irão constituir as células filhas. O tempo de duração desta fase varia de célula para célula. É composta pela sucessão de três fases:

G1 = Intervalo de tempo entre o final da mitose e o início da fase S. É uma fase de intensa actividade de síntese de proteínas, enzimas, RNA e também de organelos celulares.
S = Período de replicação semi-conservativa do DNA. Cada cromossoma passa a ser constituído por dois cromatídeos, unidos por um centrómero.
G2 = Intervalo de tempo entre o final da fase S e o início da mitose. Nesta fase dá-se a síntese de biomoléculas necessárias à mitose.
O tempo de duração da fase G1 é o principal fator para determinar o tempo da intérfase.

É fundamental saber comparar a mitose e a meiose.

A mitose ocorre em todas as células somáticas do corpo e, por meio dela, uma célula se divide em duas, geneticamente semelhantes à célula inicial. Assim, é importante na regeneração dos tecidos e no crescimento dos organismos multicelulares. Nos unicelulares, permite a reprodução assexuada.

Já a meiose só ocorre em células germinativas, com duas divisões sucessivas. A célula-mãe se divide em duas, que se dividem de novo, originando quatro células filhas com metade dos cromossomos da célula inicial: são os gametas, geneticamente diferentes entre si.


[editar] Utilização da mitose pelo homem
Este processo biológico é rentabilizado pelo homem de diferentes modos: como uma técnica agrícola - regeneração de plantas inteiras a partir de fragmentos (por exemplo, cultivo de begónias, roseiras, árvores de fruta, etc.); em laboratório - onde bactérias geneticamente modificadas são postas a reproduzirem-se rápida e assexuadamente, através de duplicação mitótica (por exemplo, para produzir insulina); na exploração de cortiça - a casca dos sobreiros é regenerada por mitose; na extracção de lã das ovelhas - o pêlo volta a crescer naturalmente pelo processo mitótico; e em muitas outras actividades que se tornam possíveis graças à existência deste processo de duplicação celular.

domingo, 5 de agosto de 2007

MITOSE


ETAPAS DA MITOSE:
I AO III: PRÓFASE;
IV: METÁFASE;
V E VI: ANÁFASE;
VII E VIII: TELÓFASE.

Mitose é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células filhas. Este processo dura, em geral, 90 a 120 minutos e é dividido em quatro etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase.
A mitose é um processo de divisão celular conservativa, já que a partir de uma célula inicial, originam-se duas células idênticas, com igual composição genética (mesmo número e tipo de cromossomas), mantendo assim inalterada a composição e teor de ADN característico da espécie (excepto se ocorrer uma mutação, fenómeno muito raro e acidental). Este processo de divisão celular é comum a quase todos os seres vivos, dos animais e plantas multicelulares até aos organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal ou único processo de reprodução - reprodução assexuada